Meu nome é Ian Rocha Yamaguchi, e minha jornada é marcada por experiências que refletem minha busca constante por alternativas colaborativas e sustentáveis, especialmente nos campos da economia solidária e dos movimentos sociais.
Desde muito jovem, tive contato com iniciativas de preservação ambiental em Bonito, MS, através de ONGs, o que me despertou para a importância do trabalho coletivo e da solidariedade. Esse ambiente me motivou a entender o impacto positivo que ações conjuntas podem gerar em comunidades e no meio ambiente, formando a base do meu envolvimento com práticas cooperativas. À medida que fui amadurecendo, minha compreensão sobre a economia solidária foi se aprofundando, reconhecendo seu potencial transformador.
Na minha trajetória educacional, sempre busquei me aproximar das realidades das comunidades e das alternativas viáveis para promover a justiça social. Tive a oportunidade de me capacitar em diversas áreas, como no curso de "muvuca" promovido pela ONG VERDENOVO, que aborda técnicas de reflorestamento e coleta de sementes nativas. Esse aprendizado foi crucial para fortalecer meu entendimento sobre as práticas de autogestão e a importância de uma educação que surja das vivências coletivas.
Profissionalmente, minha participação no Enxame Agroecológico tem sido um marco importante. Atuando na coordenação e comunicação, contribuo para articular redes de consumo consciente e promover a produção agroecológica, trabalhando em conjunto com agricultores e consumidores na criação de uma economia mais justa e sustentável.
Minha atuação em movimentos sociais também é uma parte essencial da minha trajetória. Fui parte de diversas formações com o MST, e hoje ainda colaboro na comunicação entre os produtores dos assentamentos e os consumidores, sempre com foco no fortalecimento da democracia, da autonomia e na ampliação do acesso aos direitos. Essa vivência me permitiu entender a necessidade de um trabalho coletivo que respeite e valorize as diversidades, além de aprimorar minhas habilidades em organização comunitária e resistência.
Além disso, sou um dos responsáveis pela gestão do Armazém do Campo de Campo Grande, um espaço de comercialização de produtos orgânicos e da reforma agrária, que seria muito beneficiado por articulações de economia solidária, oferecendo uma estrutura física para encontros, formações e exposição de produtos.
Acredito firmemente que a cultura e os saberes populares desempenham um papel crucial no processo de emancipação das comunidades. Por isso, tenho me dedicado a um projeto de ensino de filosofia para jovens do ensino médio, buscando incentivar a reflexão crítica e o aprendizado baseado nas experiências e valores locais. Em paralelo, sempre procurei incorporar conhecimentos tecnológicos e científicos de maneira acessível, buscando inovações que possam beneficiar as comunidades com as quais me envolvo.
Em relação à economia solidária, vejo nela um caminho real para uma transformação social profunda, pois é centrada na cooperação, na autogestão e na solidariedade. Minha participação no Enxame Agroecológico tem sido um exemplo claro de como essa abordagem pode fortalecer as economias locais e promover maior autonomia para os envolvidos.
Este resumo reflete meu compromisso contínuo com a promoção da justiça social, a educação popular e a construção de uma economia que seja verdadeiramente solidária e inclusiva.
Estou cadastrando apenas em nome do agente cultural Weiny César Coelho